Doença De Alzheimer e Tratamento Fisioterápico

 

Entre as doenças que afetam o cérebro, o mal de Alzheimer é uma das mais cruéis. Ela se instala lentamente e mina a capacidade do indivíduo de se relacionar com o mundo exterior e consigo mesmo.

A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica progressiva do envelhecimento encontradas em adultos de meia-idade e, particularmente, em mais velhos, que afeta a substância cerebral e é caracterizada pela perda inexorável da função cognitiva, bem como distúrbios afetivos e comportamentais. A principal causa de demência em adultos com mais de 60 anos, o mal de Alzheimer, é responsável por alterações de comportamento, de memória e de pensamento (1). 

A doença se caracteriza pela morte gradual de neurônios, as células nervosas do cérebro. As causas desse desastre são pouco conhecidas. Sabe-se que ele está relacionada a um acúmulo de duas proteínas, a beta-amilóide (2).

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia(3).

O envelhecimento normal do cérebro também se acompanha de atrofia, há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas da mesma idade afetadas pela doença. Ao exame microscópio, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais (4).

Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos. A placa senil é encontrada em todo o córtex e hipocampo e o número de placas por campo microscópio correlaciona-se com o grau de perda intelectual. Emaranhados neurofibrilares são estruturas fibrilares intracitoplasmáticas neuronais (5).

A degeneração e a perda neuronal são gerais, embora especialmente acentuadas nas células piramidais do hipocampo e células piramidais grandes no córtex associativo. A degeneração aparece cedo no núcleo basal de Meynert e mais tarde nos lócus coeruleos. A patologia inclui a presença de desarranjos neurofibrilares, placas neuríticas e degeneração granulovacuolar. Os desarranjos são massas intraneurofibrilares de filamentos citoplásticos (4).

Epidemiologia
Nos EUA, a prevalência da doença de Alzheimer em pessoas de 65 anos de idade ou mais é estimada como sendo de 10,3 %, elevando-se para 47 % naquelas acima de 80 anos. Até 2,6 % das pessoas acima dos 65 anos vem apresentar a Doença de Alzheimer anualmente. A freqüência varia pouco por sexo ou grupo étnico(1).

Etiologia
Embora a causa da Doença de Alzheimer não tenha sido estabelecida, há fortes suspeitas de uma base genética. A concordância para Doença de Alzheimer em gêmeos homozigóticos é maior que em gêmeos dizigóticos (3).

Agentes infecciosos e contaminantes ambientais, incluindo vírus lentos e metais (por exemplo o alumínio) são fatores etiológicos suspeitos. Os papéis destes fatores ainda não foram comprovados; no entanto, estes fatores ambientais estão sendo submetidos à investigação ativa. O envelhecimento normal está associado com decréscimo de alguns neurotransmissores, bem como com alguns dos achados neuropatológicos da doença. Portanto, surgiu a questão sobre se a doença seria devido a uma aceleração das alterações normais do envelhecimento (3). 

As lesões crânio encefálicas, baixos níveis de instrução e síndrome de Down em um parente em primeiro grau também se associa a maior risco de doença de Alzheimer (3).

O quadro clínico da DA caracteriza-se por um declínio insidioso, progressivo da memória e de outras funções corticais como linguagem, conceito, julgamento, habilidades visuo-espaciais. Progressivamente instalam-se alterações intelectuais e de esfera afetiva, mas sobressaem os distúrbios de funções simbólicas: apraxias, agnosias (perda da capacidade de interpretar o que vê, ouve ou sente) e afasias. Pode ocorrer manifestação psicótica, como delírios e crises convulsivas (6). Apresentam geralmente delírios de infidelidade conjugal e roubos. Esses pacientes podem vagar, marchar, abrir e fechar gavetas rapidamente, bem como fazer as mesmas perguntas várias vezes. Anormalidades do ciclo sono-vigília podem tornar-se evidentes, como ficar acordado durante a noite, por pensar que ainda é dia claro (3). Alguns pacientes desenvolvem uma marcha arrastada, com rigidez muscular generalizada associada à lentidão e inadequação do movimento. Possuem com freqüência um aspecto parkinsoniano, mas raramente tem tremor em repouso rápido e rítmico. Podem evidenciar reflexos tendíneos hiperativos e reflexos de sucção e muxoxo. Abalos mioclônicos (contrações bruscas breves de vários músculos ou de todo o corpo) podem ocorrer espontaneamente ou em respostas a estímulos físicos ou auditivos (2). 

As perdas cognitivas aumentam e o indivíduo evolui até ficar totalmente dependente de outros para a execução de suas atividades mais básicas. Em estágios mais avançados passa a não se alimentar, engasgar-se com a comida e saliva, o vocabulário fica restrito a poucas palavras, perde a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça, fica acamado e a morte sobrevém em conseqüência de complicações como pneumonia, desidratação ou sepse (6).

A demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios freqüentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir da descrição que vem  seguir:


Estágio Inicial: perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade (7).

Estágio Intermediário: completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. Os pacientes se perdem constantemente, freqüentemente a ponto de conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs. A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar (7). 

Estágio grave ou terminal: incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão (7).

A evolução da doença é gradual, e não rápida ou fulminante; existe um declínio constante, embora os sintomas em alguns pacientes pareçam se estabilizar durante algum tempo. Não ocorrem sinais motores ou outros sinais neurológicos focais ate tardiamente na doença (1). A duração típica da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante (2). O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte. (1) 

Dentre as principais características estão (7):

Perda de memória: pode ter conseqüência na vida diária, de muitas maneiras, conduzindo a problemas de comunicação, riscos de segurança e problemas de comportamento.

Memória episódica: é a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida, passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo.

Memória semântica: esta categoria abrange a memória do significado das palavras, como por exemplo, uma flor ou um cão.

Memória de procedimento: esta é a memória de como conduzir os nossos atos quer física como mentalmente, por exemplo, como usar uma faca e um garfo, ou jogar xadrez.

Apraxia: é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato da força muscular, da sensibilidade e da coordenação estarem intactas. 

Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar, ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.

Agnosia: é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.

Comunicação: As pessoas com doença de Alzheimer tem dificuldades na emissão e na compreensão da linguagem, o que, por sua vez, leva a outros problemas.

Mudança de personalidade: uma pessoa que tenha sido sempre calma, educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. São comuns as mudanças bruscas e freqüentes de humor.

Mudanças físicas: a perda de peso pode ocorrer, redução de massa muscular, escaras de decúbito, infecções, pneumonia.

A evolução é progressiva, inevitavelmente em incapacidade completa e morte. Ás vezes há estabilizações, durante as quais o distúrbio cognitivo permanece inalterado por um ou dois anos, mas depois a progressão é retomada. A duração é geralmente entre 4 a 10 anos, com extremos de menos de 1 ano e a mais de 20 anos (8).

Tratamento

Por enquanto, não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. Existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, tais como agitação, ansiedade, depressão, confusão e insônia. Infelizmente, estes medicamentos são apenas eficazes para um número limitado de doentes, apenas por um breve período de tempo e podem causar efeitos secundários indesejados. Por isso, aconselha-se geralmente a evitar a medicação, a menos que seja realmente necessária (7).

Descobriu-se que os doentes que têm a doença de Alzheimer têm níveis reduzidos de acetilcolina, um neurotransmissor (substância química responsável pela transmissão de mensagens de uma célula para outra) que intervém nos processos da memória (9).

Foram introduzidos, em alguns países, determinados medicamentos que inibem a enzima responsável pela destruição da acetilcolina. (4).

Os resultados no tratamento da doença são difíceis e frustrantes, pois não há medidas específicas e a ênfase primária é o alívio em longo prazo dos problemas comportamentais e neurológicos associados (2). 

O tratamento é multimodal, desenvolvido e modificado com a progressão da doença, podendo ser obtido através da intervenção farmacológica (visando à fisiopatologia e sintomas da doença como ilusões e distúrbios do sono) e da intervenção comportamentais (melhora sintomas específicos bem como as AVDs). Atualmente os agentes farmacológicos empregados no tratamento visam inibir a acetilcolinesterase para aumentar os níveis de acetilcolina diminuídos no cérebro dos pacientes com Alzheimer. Os inibidores utilizados atualmente (utilizados apenas em doenças com déficit colinérgico como Alzheimer) são: Tacrina (melhora apatia e ansiedade), Donepezil (1).

Fisioterapia
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta (9).
Promover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos máximo de AVDs possível; o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto (exemplo, escova de dente), e realizar a ação motora (8).

O processo de reabilitação também inclui a realização de modificações ambientais necessárias para segurança do paciente e de modo que esse possa viver em um ambiente o mais aberto possível (8). Quedas podem ser devido a riscos ambientais o mais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos, etc). Tais riscos devem ser evitados. Os ambientes devem manter um apresentação familiar (não mudar a disposição da mobília desnecessariamente) e barras presas na parede e corrimãos devem ser instalados nos locais necessários (10). 

As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que usamos nas pessoas de terceira idade que não apresentam demência, mas a maneira de aborda-las exige habilidade especial. O paciente pode não aparecer interessado em saber como a falta de flexibilidade articular, a fraqueza muscular ou o edema poderão afeta-lo; não tem condições de entender a relação que existe. O preparo antecipado dos planos de terapêutica  impede que o fisioterapeuta pareça indeciso. O preparo de explicações claras e simples darão melhores resultados. A instrução deverá ser repetida da mesma forma; o emprego das palavras diferentes poderá confundir o paciente. Não é aconselhável entrar em conversas desnecessárias, pois podem desnorteá-lo mais ainda.Lançar mãos de gestos e sinais físicos para esclarecer e reforçar as instruções exigentes (9). 

São comuns as alterações de sensibilidade, por isso evitar atração, a eletroterapia e os equipamentos que exigem colaboração de participação subjetiva. O calor somente deve ser usado naqueles capazes de reconhecer e dizer quanto é demasiado quente (9). 

O estabelecimento de metas realizáveis no tocante à mobilidade é muito útil. Mesmo as realizações mais modestas merecem ser recompensadas por parabéns e pelo interesse que o fisioterapeuta demonstra pela pessoa (9).

A meta de reabilitação precisa ser redefinida para assegurar que o paciente permaneça seguro, independente, e capaz de realizar atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida pelo máximo de tempo que for razoável (8).

O processo de reabilitação pode começar enquanto o trabalho de diagnóstico está ainda sendo feito. Isso pode tornar a forma de treinamento básico em atividades da vida diária. Isso inclui o treinamento de atendentes para a assistência de paciente e a reabilitação de modificações ambientais necessárias para a segurança da pessoa confusa de modo que essa possa viver em um ambiente o mais aberto possível. Uma vez o diagnóstico tenha sido estabelecido, pode ser feito o planejamento cuidadoso para a assistência.

Nos estágios iniciais e médios da doença, a intervenção fisioterápica geralmente pode prolongar a habilidade de movimentar-se com facilidade (10).

É importante observar que inicialmente a intervenção fisioterápica pode ser potencialmente envolvida com a facilitação do planejamento motor e planejamento para compensação de perdas nas atividades de vida diária. A habilidade para andar é perdida mais tarde, e outros estudos relatam níveis comparáveis de comprometimento (7).

A intervenção fisioterápica para assistir o paciente e treinar os atendentes envolve a facilitação dos movimentos e planejamentos motor e o desenvolvimento ou refinamento de pistas ambientais e cognitivas para ajudar a realizar tarefas complexas (10). 
O comprometimento cognitivo é o fator limitante. A análise ajuda o atendente a prover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos o máximo de AVDS possível; por exemplo, para escovar os dentes, o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar a escova de dentes, e realizar a ação motora. O paciente pode somente precisar de ajuda de alguém que coloque a escova em sua mão e a guie lentamente para a boca para que seja capaz de escovar os dentes (7).

A primeira meta da reabilitação é criar um ambiente (emocional e físico) que dê suporte (trabalhar ativamente para compensar as perdas cognitivas específicas dos pacientes na medida em que forem ocorrendo gradualmente). A meta final é ajudar os pacientes a sentirem que eles são capazes, de modo que continuem a tentar fazer por si próprios as coisas que possam fazer com segurança, independentemente de permanecerem em sua casa ou estarem vivendo em uma instituição (9).
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e exaustão. São preferíveis freqüentes e breves períodos de atividade física (10).

O fisioterapeuta pode contribuir muito com a melhora da qualidade de vida do paciente e da família (7).

Objetivos da reabilitação fisioterápica (7,8,9):

- Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,

- Evitar ou diminuir complicações e deformidades,

- Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),

- Manter ou devolver a ADM funcional das articulações,

- Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),

- Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,

- Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,

- Orientação sobre as posturas corretas,

- Treino do padrão da marcha,

- Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),

- Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.

Consiste basicamente na fisioterapia motora, que engloba desde exercícios ativos, passivos, auto-assistidos, contra-resistência, isométricos, metabólicos, isotônicos, ou seja, qualquer tipo de movimento é bem vindo no tratamento. Quando chega a uma segunda fase esta patologia, deve-se estimular atividades para que o paciente não fique o tempo inteiro na cama, evitando assim escaras de decúbito, comumente relatadas. Alongamentos e atividades de relaxamento podem ser realizados (10).

Outras modalidades de tratamento são eficazes, como a parte de exercícios para o condicionamento aeróbico, como estimular o paciente a realizar caminhadas, tanto por percursos diferentes, ou dependendo pelo mesmo percurso, estimulando assim concomitantemente a memória do paciente. Bicicletas estacionárias também são de grande valia, assim como se possíveis trabalhos de hidroterapia (9).

Exercícios para propriocepção e equilíbrio são fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões, bola, descarga de peso gradual, andadores, percursos (10).

Pode realizar atividades em que se estimule o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória (7).

Porém a principal atitude a ser tomada é a companhia que este paciente precisa, nunca deixa-lo no abandono, por isso a conversa com familiares sobre o assunto é importante, para que assim este paciente possa conviver normalmente num meio familiar, eliminando o risco de passar o resto de sua vida num asilo (6).

Conclusão
Existe uma busca de uma melhor qualidade de vida para os pacientes e dos vários tipos de tratamento para a doença de Alzheimer, com o objetivo de amenizar os sintomas. Porém enquanto não for descoberta a etiologia dessa patologia, torna-se difícil chegar á cura dessa doença.

A fisioterapia busca melhoria na qualidade de vida do paciente, sendo que o paciente com Alzheimer necessita de uma reabilitação global, envolvendo uma equipe multidisciplinar, e que a fisioterapia tem um papel fundamental tanto na reabilitação motora quanto no retorno as relações interpessoais e na obtenção de independência por parte do paciente.

 

Referência
1. Goldman, L.; Bennett, J.: et al. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 2 Ed. Rio  Janeiro: Guanabarra Koogan 2001.v2.

2. Harrison, T. R. Medicina Interna. 5 Ed. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill, 2002 v2. 

3. Rowland, Lewis P. et al. Merrit: Tratado de Neurologia. 9 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

4. Abrams, William B.; Berkow, Robert. Manual Merck de Geriatria. 1 Ed. São Paulo: Roca, 1994.

5. Papaléo Netto, Matheus. Gerontologia: A velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 1996.

6. Serro Azul, Luis G. Carvalho Filho, Eurico T.; Décourt, Luiz. Clínica do Indivíduo Idoso. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981.

7. O´sullivan S.B., Schimitz T.J., Fisioterapia: Avaliação e Tratamentos. 3 Ed. São Paulo. Manole, 2003.

8. Umphred, Darcy Ann. Fisioterapia Neurológica. 2.ed. São Paulo: Manole, 1994. 
9. Compton, Ann et al., Fisioterapia na terceira idade. São Paulo: Santos, 2002.

10. Kottke, Frederic J.; Lehmann, Justus F. Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen.. 4 Ed. São Paulo: Manole ,1994.

46 Respostas

  1. muito interessante!!

  2. Muito legal, meu pai tem esse terrível mal estou ansioso aguardando a descoberta da cura.
    Gratos

  3. Gostaria de receber sempre que surgirem novas orientações sobre essa terrível doença

  4. Gostaria de saber informaçoes sobre essa terrivel doença quer para familiares e doentes! Sinto.me exausta !

  5. Eu, procuro ajuda para doença de minha mãe o mal de alzheimer o que devo fazer? que remedio bom deve tomar? acupuntura pode ajudar? enfim tem alguma caisa que ajude minha mãe ficar bem ?

  6. obrigado ajudou muito no meu trabalho de biologia

  7. Realmente é uma doença terrível. A minha mãe tem e já está em estágio avançado. Ela é dependente em todos os aspéctos, embora seja bem cuidada, recebe muitos elogios dos médicos por estar aparentemente “bem fisicamente”, com a pele bonita, cheirosa, mas infelizmente ela não sabe de nada que se passa. É muito triste para a família, principalmente para quem convive o dia a dia com essa situação. Eu moro com ela e quando a minha mãe passou a não me conhecer eu fiquei muito deprimida, mas os médicos dela, me fizeram compreender que ELA NÃO SABE QUE É A MINHA MÃE, MAS EU SEI QUE SOU A FILHA DELA. Amo muito a minha mãe e faço de tudo para poupala de sofrimentos, tendo um cuidado especial com a sua higiene, alimentação, medicamentos, muito carinho, atenção, amor e oração. Você que tem um parente com esse mal, cuide muito bem dele, pois não sabemos o dia do nosso amanhã e Deus analisa as nossas atitudes. “Ame o seu próximo como a si mesmo.”

  8. Tenho lido alguns informes a respeito da doença.
    Minha mãe está com alzheimer somo 3 filhos,estamos propensos a ter essa doença?
    Aguardo resposta.
    Lília
    Obrigada

  9. Minha mãe sofre de alzheimer, ela tem 81 anos e agora está se alimentando só de alimentos pastosas. Ela está respirando com dificuldades.o q deve fazer?

  10. por favor me envie o nome do autor deste artigo,preciso para colocar a referência do meu trabalho desde já obrigado.

  11. Meu pai sofre de alzheimer, ele tem 81 anos.
    Ando muito angustiada pois a cada dia vejo as diferenças no seu comportamento. Minha mãe fica com ele diariamente, ela está exausta.Mas o que eu queria saber é se é normal dar muita sonolência, pois ultimamente ele dorme quase o dia todo, isso me deixa muito preocupada.
    Desde já obrigado e é muito bom conversar com que entende do assunto.

  12. Quer dizer então que o fisioterapia faz tudo? E a terapia ocupacional? Não é esta a responsável pelas atividades de vida diária, adaptações (…)?

  13. Quais os exercícios mais apropriados para a pessoa portadora da doença? Naação seria uma boa escolha?

  14. Minha mae esta com alzheimer
    e gostaria de mais informaçoes.
    grato
    Aurea -

  15. quero saber como faz para imprimir

  16. Meu marido sofre do Mal de Alzheimer. Atualmente, seu maior prazer é ficar sentado no sofá ouvindo música. Prefere as populares napolitanas e americanas antigas. Fica ouvindo e fazendo preguinhas na barra da bermuda e da camisa. Permanece assim por horas. Pensei na possibilidade de comprar alguns jogos com peças para serem organizadas já que ele gosta de juntar todos os enfeites de modo diferente do que eu os arrumo. Faz o mesmo com os guardanapos. Será que existe algum jogo que não seja especificamente para crianças?

  17. POR FAVOR ME ENVIEM TUDO DE NOVO QUE POSSA TER SOBRE ESTA DOENÇA POIS MEU PAI ESTA COM ELA E É ASSUSTADOR NÃO PODER FAZER NADA POR ELE

  18. sou auxiliar de enfermagem gostaria de algumas imformacoes quanto ao se estado e como lidar essa repeticao de palavras como posso ajudar

  19. Minha mãe esta com 91 anos e esta com o mal de alzheimer, ela não nos conhece mais, só fala de coisas que não existe mais, não dorme direito a noite, o presente ela não lembra de nada, temos muito medo de nossa mãe pode ficar louca, sofremos muito com essa situação, ela fica falando que quer ir embora pra casa dela, não conhece mais sua casa, o que devemos fazer?

  20. TENHO UM NETO DE 10 MESES QUE ME PREOCUPA POIS ELE NÃO FICA FIRME NA CABEÇA COMO PRA SE SENTAR,OLHA FIXO PRÁS LAMPADAS DA CASA,NÃO TEM TATO FIRME NÓS BRINQUEDOS E NEM BRINCA COM O CHOCALHO,E NO CARRINHO SEMPRE SUA CABECA ESTÁ SE INCLINANDO EU GOSTA´RIA DE SABER O QUE ELE TEM ME AJUDEM,OBRIGADA

  21. Tenho um pai com 71 anos e ele tem Alzheimer, não sabemos mais o que fazer ultimamente ele esta muito agressivo, não dorme durante a noite, não sabemos mais o que fazer. Nos ajude

  22. sou cuidadora e filha gostaria de receber informações sobre os medicamentos indicados para a doença

  23. Tambem tenho minha mae com esse problema ela tem 85 anos esta em tratamento,mas o estado dela piora a cada dia com disfagia sem andar desorientada enfim classico esse como o pior mal que acomete o ser humano sofremos demais os familiares.

  24. Onde posso diagnosticar Alzheimer no Rio de Janeiro(sem custos).

  25. meu pai está com alzheimer mais ou menos 4 anos, atualmente ele piorou muito, mas ainda é independente para desenvolver suas necessidades diarias, esta cada vez mais apático e distante, so quer andar de carro, é muito triste ver que a cada dia uma luzinha se apaga………..

  26. observaçao meu pai está com 82 anos e ha 4 anos que ele está com alzheimer. margaret v. melo

  27. Meu pai está com 83 anos e em exames realizados, como, RM e TOMO não foi diagnósticado essa doença, porém, na avaliação neuropsicológica já identificou. Muitos dos sintomas já havia percebido mas atribuia tanto a idade como a ociosidade, por exemplo: ele ia em seu quarto buscar alguma coisa, seja um livro, a bíblia ou outra coisa qualque e ia para a varanda. Em questão de segundos voltava como se aquilo já não interessasse. A ´nica coisa que conseguia assistir é um canal religioso, onde ele acompanha até hoje, missas, novenas, etc. Porém,perdeu interesse total em assistir , por exemplo jornais. Hoje entendo que tudo isso já era sintoma e não foi percebido. O que gostaria de saber é qual a relação idade e mudanças de fases? Ele faz uso de Exelon e anti depressivo. Faz hidroterapia, mas não vejo tanto avanço. Por isso que acho que está avançando para uma fase média. Quando percebemos que essas fases estão mesmo avançando?
    Obrigada e aguardo um retorno.

  28. Gostaria de novos artigos Minha mae sofre de alzheimer e nao consegue dormir sera que um calmante fitoterapico seria de ajuda ?

  29. Minha mãe foi diagnostica há cinco anos, no inicio a evolução foi lenta, mais do inicio ano a doença tem evoluído rapidamente, pois segundo a avaliação neurológica ela esta entrado no estágio moderado avançado, pois esta cada vez mais dependente em todos os aspectos mais fisicamente esta bem. E muito triste para a família, principalmente para quem convive o dia a dia com essa situação. Eu na casa de minha Irmã com ela, pois trabalho e precisava de alguém que me ajuda-se com ela, às vezes ela não nos conhecer, fica agitada, não dorme…, daí às vezes me vejo cansada, nervosa e fico deprimida peço a Deus quem me dei coragem, pois amo muito minha mãe e faço de tudo para poupá-la de sofrimento. Peço a Deus em minhas orações que os cientistas encontre a cura para esta terrível doença que atinge toda uma família quando alguém e diagnosticada.

  30. Minha mãe foi diagnostica há cinco anos, no inicio a evolução foi lenta, mais do inicio ano a doença tem evoluído rapidamente, pois segundo a avaliação neurológica ela esta entrado no estágio moderado avançado, pois esta cada vez mais dependente em todos os aspectos mais fisicamente esta bem. E muito triste para a família, principalmente para quem convive o dia a dia com essa situação. Eu moro na casa de minha Irmã com ela, pois trabalho e precisava de alguém que me ajuda-se com ela, às vezes ela não nos conhecer, fica agitada, não dorme…, daí às vezes me vejo cansada, nervosa e fico deprimida peço a Deus quem me dei coragem, pois amo muito minha mãe e faço de tudo para poupá-la de sofrimento. Peço a Deus em minhas orações que os cientistas encontre a cura para esta terrível doença que atinge toda uma família quando alguém e diagnosticada.

  31. quero muito encontrar a cura dessa doença…urgente!!!

  32. oi meu Vô tem 88 anos e esta no estado terminal desse mal,esta sem comer…completamente debilitado..e so Deus na vida dele…
    Peco e que orem por ele e por nos a Familia que esta sofrendo…vendo ele nessa situacao que nao ajuda de nada e esperança e Cristo e ele e a Cura …

  33. bom trabalho com idosos a uns 18 anos lamento a doença e cruel so existe um tratamento ,paciencia paciencia e muita paciencia.muito carinho carinho e procurar ajuda quem cuida desses anjooo tem que se cuidar se nao vc acaba como ele entaum parabens para filhos que cuidam e boa sorte

  34. tenho um anjoo desse em casa ela tbm esta com essa cruel doença ja faz 10 anos ja esta na face final e muito triste ver uma pessoa morrendo aos poquinho cada dia umj poquinho isso que acontece cara amigas e amigos e isso ai a doença nao tem segredos para cuida como dissse paciencia e contar com ajudas e muita ajuda .abraços e boa sorte ;com muito amor e paz

  35. tenho atrofia cerebral frontal, existe remédios para retardar

  36. por favor tire o meu nome e exclua o meu depoimento. por favor por que se abrirem o meu nome saberão da minha doença. ok , não soube colocar direito , obrigada.

  37. faça tudo pela sua mãe um dia alguem vai fazer por voce

  38. minha mae tem 83 anos e tambem é portadora da doença.Ela sempre foi muito bem cuidada,por filhos,cuidadores ,profissionais na area da saúde.Graças a Deus recebe muito carinho dos amigos e principalmente da minha tia Neide e das minhas primas irmas.Estamos vivendo momentos de muita angustia,pois está hospitalizada desde o dia 02 deste ano com pneumonia,o estado dela é muito delicado.A cada dia vivemos esperança e desanimo ao mesmo tempo.O seu quadro nao evolui para uma melhora significativa.Os nossos sentimentos se misturam,dor,alegria,desesperança,impotencia,egoismo e cansaço.Ela esta sendo cuidada especialmente por um grande amigo e profisional a quem agradecemos todos os momentos da nossa vida.Que Deus a abençoe e o abençoe,dando a ela o que for de melhor ;desde que nao a faça sofrer por dor.Deus olhe por ela. Sua filha Regina,que a ama muito.Janeiro de 2012.

  39. O meu pai tem 58 anos e já lhe foi dignosticada esta doença, não há nenhuma descoberta milagrosa, os estudos que são feitos não trazem nenhuma resposta eficaz a esta doença?

  40. Caros boa noite hoje é dia 23/01/2012< gostaria de dizer que estou com um pai de 65 anos que tem essa doença, e que a cada dia está sofrendo mais, essa semana ele enrou acredito eu na ultima fase, porém não perco as esperanças que ele pode melhorar ou quem saber até ser curado, Pois creio que existe um Deus soberano que está acima de todo o ceu , e que não tem privações , ou seja , 1 dia para ele pode durar anos e anos para ela pode se tornar dias , é nisso que tenho acreditado pois até aqui ele tem nos sustentado , a unica preocupação e com a minha mae e irmã que estão mais proximas dele , pois sei que ela ficam muito deprimidas , porém acredito que Deus vai escrever a nossa historia de novo , e que meu pai vai sair desse , porém caso chegue o grande dia final para ele , espero que haja um espaço em sua mente , para ele aceitar a Cristo com unico e sulficiente salvador , pois caso ele se vá sem essa certeza , dai sim as coisas vão ficar complicada , pois a vida do ser humano começa depois da morte .Espero que todos você que estão passando ppor esse problema possam se sentir amparados por Jesus Cristos , e que vocês não percam a esperança em Deus , pois ele é o unico consolo real que temos . Hoje meu pais está em uma cama toalmente impossibilitado de fazer qualquer coisa , mais mesmo assim continuo confiando em Deus , pois a 20 anos atras tive que escole em ser homem ou continuar sendo uma criança de 12 anos , como não tinha escola me tornei homem, e tudo que conquistei em minha vida foi com muita luta , passei por varias fases , fiz muitos coisas qu desagradaram a Deus , hoje tenho 32 anos, e estou aqui para fazer a vontade do meu mestre , espero que voces encontre nessa palavras o conforme para a alma de cada um que ler essa mensagem , que Deus abençoe a todos .

    Ass.
    Sebastião Lùcio
    Filho de Antonia Petronila da Silva
    e de um maravilhoso pai que se chama :Jair da Silva

    Tel: 9936-1971
    E-mai: luciosebastiao@globo.com

  41. Olá! e um feliz ano novo para todos, e as melhoras de quem está a sofrer com essa terrivél doença, deixo o meu testemunho de meu pai que com 82 anos está a iniciar o processo evolutivo da doença, uma pessoa que praticou durante 50 e tal anos, a modalidade de damas foi até vários anos camp. nacional em individuais e tambem por o Atlético
    clube de Almada, de seu nome,Artur De Carvalho Gomes.
    Embora esteja no inicio mas julgamos nós que essas doenças nunca o
    fosse afetar, por exercitar muito o cerebro e no entanto foi-lhe diagnosticado recentemente.

  42. olá, parabéns pelo artigo. Gostaria que me enviassem por e-mail os dados deste artigo. autor, ano, paginas,etc.
    Estou escrevendo meu tcc, e escolhi o metodo pilates como meio de melhorar a propriocepçao e o equilibrio em portadores do mal de alzheimer, caso tenham alguma referencia ficaria mto agradecida.

  43. Minha mãe tem 88 anos, há 4 anos com diagnóstico de Alzheimer.
    Na ocasião foi uma tristeza saber disto.Mas ao mesmo tempo,pensei-
    o que fazer para tornar sua vida mais feliz?
    Nós, os filhos, damos os medicamentos necessários , ida aos médicos,etc., mas também onde vamos a levamos conosco, ex. ao supermercado, ao sacolão, à igreja, caminhadas próximas da casa, ao shopping para olhar vitrines, ela adora… se distrai …Nós a arrumamos bem bonita, com alguma maquiagem, perfumada e ela
    se olha no espelho e gosta do que vê….Anda devagarinho, e, no shopping, digo a ela que as criancas e as vovós vão de carrinho e,
    assim, eu a coloco numa cadeira de rodas eficamos até 4 horas
    passeando e ela firme, vendo o movimento..
    Acho que assim, a coisa fica mais leve….
    Regina- 20 fev. 2012

  44. Olá
    Faço faculdade de fisioterapia estou
    no ultimo ano,gostaria de parabenizar vcs,pois para mim e minhas colegas este conteúdo foi de grande valia.grata Lilian Cury Hadad

  45. MINHA PACIENTE TEM ALZHEIMER ESTA NO QUARTO ANO DA DOENÇA TEM ALGUM PERIGO DAQUI PRA FRENTE QUERO ORIENTAÇAO EM COMO AJUDA- LA ATENSIOSAMENTE

  46. Gostei muito de ler esses comentarios . Cuido de um senhor com Alzheimer ha quatro anos e realmente acontece o que esta relatado acima. Atualmente ele esta acamado mas ainda nos surpreende com seu sorriso e seu carinho com aqueles que o rodeiam mesmo ele não sabendo exatamente quem somos.

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